Gravatal

Gravatal

Localizada à latitude 28º19’52” sul e à longitude 49º02’07” oeste, à altitude de 30 metros, com população estimada de 12 096 habitantes em 2004, Gravatal mantém o charme das características arquitetônicas e culturais de sua colonização por portugueses, italianos e alemães. Distante 158 km de Florianópolis e 23 km de Tubarão, próxima da Serra do Rio do Rastro, a cidade esconde antigas atividades vulcânicas, lavas basálticas e a fantástica água radioativa, que tem uma vazão de 2.000 litros por minuto à temperatura de 37ºC. É considerado o maior complexo hidromineral do sul do país.

Em 1842, João Martins de Souza, um dos fundadores de Gravatal, estabeleceu-se no local, fez grandes lavouras de mandioca e cana-de-açúcar, construiu dois engenhos e dois alambiques e abriu estradas. Entre 1880 e 1885, chegaram as primeiras famílias de imigrantes italianos e em 1910, os alemães. Os colonos aprenderam com os nativos a fabricar farinha de mandioca, a cultivar milho, abóbora, melancia e a pesca artesanal. Apesar da influência dessas etnias, a tradição açoriana dos primeiros colonizadores ainda é forte na cidade, tanto na arquitetura quanto nos hábitos populares. As terras férteis do Gravatal garantiam o suporte econômico através da agricultura, substituída pelo turismo a partir da descoberta das termas.

O início do turismo nas águas termais do Gravatal deve-se a Pedro Zappelini, cuja família, italiana, chegara na localidade entre 1880 e 1885. Observou que os jovens banhavam-se no rio mesmo no inverno, devido à temperatura quente da água. Resolveu comprar as terras, que pertenciam a uma família alemã. Escriturou a terra no nome dos filhos, nascidos no Brasil, talvez para evitar aborrecimentos jurídicos na exploração da lavra e pesquisa da fonte radioativa. Os exames da água revelaram grande poder terapêutico. Com uma forte determinação, somente com trabalho manual, desviou o leito do rio. Tornou-se o senhor do “vale dos milagres”, nome que os moradores davam ao lugar, devido às curas espantosas de moléstias consideradas crônicas.

Gravatal foi elevada a município em dezembro de 1961. Hoje, a pacata vila é também conhecida pelo número de lojas (cerca de 200), empresas que fabricam e vendem, na sua maioria, artigos de malha e artesanato com um preço muito competitivo. Próximo de Gravatal, a 32 km, fica São Martinho, cidade de colonização alemã, que dispõe de um parque ecológico e banhos de cachoeira. Deleite para os motoqueiros, a Serra do Rio do Rastro, a 63 km de Gravatal, tem 12 km de estrada encravada em rocha natural. A altitude é de 1.460 metros acima do nível do mar.

A cidade também é rica em pontos turísticos históricos: a Igreja de São Sebastião, com mais de 150 anos, localizada no centro de Gravatal, a Gruta Nossa Senhora da Saúde e o Santuário do Sagrado Coração de Jesus. O Passeio Ferroviário de locomotiva a vapor, percorrendo o trecho entre Tubarão e Urussanga é muito apreciado pelos visitantes. Também é uma boa opção passear pelo centro e comprar algumas peças do artesanato local, famoso pela qualidade dos acolchoados de lã de carneiro, travesseiros de pena e pluma de ganso, mantos e tapetes confeccionados em teares manuais, além das peças em cerâmica, tricô e crochê. Outra boa dica são os produtos coloniais. A rede gastronômica é uma atração a parte e bastante variada, predominando pratos da culinária italiana, com destaque para o prato de sobremesa feito a partir do vinho: o Sagu. A cidade conta com boa infraestrutura de lazer e entretenimento, além de centros comerciais e pontos de venda de produtos típicos. Tudo isso associado a uma comunidade extremam ente hospitaleira, que tem no prazer de receber uma tradição secular.

 

Fonte: Hotel Internacional / www.hotelinternacionalgravatal.com.br

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Termas do Gravatal - Santa Catarina - Brasil
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